Frankfurt é a quinta maior cidade da Alemanha, o maior centro económico da Europa, e uma das cidades mais ricas do país. Um em cada cinco habitantes trabalham no setor bancário ou financeiro. Ao contrário de outras cidades europeias, a população local, na sua maioria, trabalha ao sábado, em escritórios bancários e nas bolsas de valores.

Frankfurt am Main recebeu o nome de “Nova York Alemã” devido ao seu impressionante skyline. A cidade é dominada por edifícios modernos, muitos centros de negócios, blocos de escritórios e arranha-céus. Os locais com edifícios mais antigos foram preservados apenas na parte histórica central da cidade.

Quando visitar Frankfurt?

Em agosto registam-se os dias mais quentes desta cidade. O clima no outono é confortável, com dias nublados e pequenas geadas até o final de novembro. Os meses de primavera são caracterizados por um clima inconstante, entre o sol quente que pode brilhar pela manhã, e o muito frio que se sente à tarde. E vice-versa. A temperatura torna-se estável apenas no final de maio, ao mesmo tempo que a estação húmida termina.

O número máximo de turistas em Frankfurt é atingido no verão ou durante as férias de Natal. Esta altura do inverno é a mais movimentada, com feiras de Natal que enchem a cidade de música, danças, festas vibrantes e iluminações cintilantes. Portanto, se desejam relaxar num ambiente descontraído e calmo, as férias do Natal não são a altura mais indicada para visitar esta cidade. Nós fomos no início de Novembro. Encontrámos dias sem chuva, mas bastante nublado e frios.

Como visitar Frankfurt:

A cidade possui uma infra-estrutura de transportes públicos impecável. Quase todos os pontos turísticos de Frankfurt estão concentrados num só lugar, e a rede de transporte público é a melhor da Europa, para que os turistas não tenham problemas em deslocar-se pela cidade.

Os maiores sistemas de transporte da cidade são os U-Bahn (metro) e S-Bahn (comboios elétricos). Existem congestionamentos no centro da cidade, portanto, não faz sentido alugar um carro se não pretende visitar cidades e países vizinhos.

E por falar em transportes, não podiamos deixar de fazer referência ao Aeroporto de Frankfurt, que é, por si só, uma atração local. É o maior aeroporto de carga do mundo e um dos mais movimentados da Europa, conetando 250 cidades ao redor do mundo.

O que visitar?

Frankfurt é um importante centro cultural e científico. Mas apesar dos muitos museus, dos seus dois jardins botânicos e uma das maiores universidades da Alemanha, a Universidade Goethe, a sua maior atração não deixam de ser os arranha-céus. Os dois edifícios do Deutsche Bank são comparados às desaparecidas torres gémeas. Os habitantes locais chamam a estes dois arranha-céus, “débito” e “crédito”.

Frankfurt tem 13 edifícios com mais de 150 metros de altura, ocupando assim um terceiro lugar honroso entre os países da UE com maior número de arranha-céus, depois de Londres e Paris.

A cidade tem ainda uma espécie de “arranha-céus medieval”, a Catedral de São Bartolomeu, que, do seu miradouro, proporciona um panorama deslumbrante dos arranha-céus modernos, das pequenas casas iluminadas e do rio Main, que divide a cidade em duas partes. O maior território visível é ocupado pelo bairro de Sachsenhausen. É este bairro que atrai um grande número de viajantes que desejam explorar as atrações populares de Frankfurt, incluindo o Museum Embankment, Altstadt (a cidade velha) e o Bank Quarter.

Centro Histórico – Praça Römer

O centro histórico da cidade, localizado na costa norte do rio Main, tem um aspecto aconchegante e arrumado. A cidade velha reúne muitos monumentos culturais e arquitetónicos. Entre eles, destacam-se a Praça Römer, com fileiras de casas encantadoras e a Fonte da Justiça, sobre a qual se encontra uma escultura da deusa da justiça.

A Praça Römer, ao contrário do Bairro Bancário de Frankfurt am Main, não está cheia de edifícios vertiginosos, mas é um dos símbolos da cidade, a sua marca registada. Inúmeros turistas esforçam-se para captar em fotografia a cor das casas de Römer, cujos telhados em degraus, causam uma emoção especial e um prazer nostálgico para o espectador. O nome da praça vem da antiga câmara municipal (aí localizada) com o mesmo nome. O alemão “Römer” é traduzido como “romano”. A idade deste edifício que serve de conselho da cidade é superior a 6 séculos.

A peça central da Praça Römer é a Câmara Municipal. A sua fachada é uma verdadeira obra-prima. A decoração é representada por estátuas de governantes lendários (Carlos IV, Ludwig II e Maximiliano II da Áustria). Mas existem ainda outros edifícios dignos de nota. Por exemplo, a catedral e as casas vizinhas. Todos elas foram erguidas nos séculos XIV-XV. No entanto, hoje em dia, as estruturas não são as autênticas. Durante a Segunda Guerra Mundial os edifícios foram destruídos e restaurados mais tarde. No entanto, as cópias não são diferentes das originais, executadas com a precisão cirúrgica alemã.

A Fonte da justiça

A “Fonte da Justiça”, que está instalada no centro da praça Römer, dá uma beleza especial a esta famosa praça. A posição central é ocupada pela estátua de Themis, a divindade da Justiça, mas com um fato curioso, é que a estátua não possui a venda usual que cobre os seus olhos.

Ponte Velha de Ferro

A mais antiga das pontes de Frankfurt é na verdade bastante “jovem”. Curiosamente, a sua idade é inferior a um século. E tem uma fantástica lenda associada a ela. Durante a sua construção, o Diabo terá aparecido ao arquiteto, para fazer um acordo. Ajudaria a que a ponte estivesse pronta na data estipulada, mas só em troca da alma do primeiro a atravessá-la. O arquiteto concordou, não discutiu com o diabo, mas decidiu dar a sua própria interpretação ao acordo. Assim, a primeira alma viva a atravessar a ponte, foi um galo. A ponte tem 237 metros de comprimento e 19,5 m de largura e liga o bairro Alt-Saskenhausen à Cidade Velha.

Catedral de Frankfurt

A Catedral de Frankfurt, inigualável em beleza e grandeza, pode ser justamente chamada de uma das mais belas paisagens da metrópole alemã. A propósito, na maioria dos guias da cidade, não irá conseguir encontrar o templo com esse nome. O mosteiro católico é oficialmente chamado de Catedral Imperial de São Bartolomeu.

Bairro Financeiro

A vida aqui, sem exagero, fervilha. As maiores instituições financeiras, bem como a sede dos principais bancos mundiais, estão concentradas neste bairo. Uma vez no Bank Quarter, encontramos-nos cercados por arranha-céus modernos e todos os tipos de centros de negócios que estão harmoniosamente localizados na costa norte de Main.

Entre o centro financeiro e a estação ferroviária

Frankfurt parece uma cidade moderna e de negócios sem falhas. Mas existem desvantagens neste poderio económico. A riqueza e beleza dão origem a um alto nível de criminalidade. Com o início da noite, mesmo nas ruas centrais da cidade, muitos indivíduos duvidosos surgem, tornando estes locais pouco aconselháveis. Bahnhofsviertel, localizada quase no meio, entre o centro financeiro da cidade e a estação ferroviária, tem a pior reputação. Aí encontra-se o verdadeiro clima de Sex, Drugs & Rock’n’roll, e que faz jus a cada nome.

Hauptwache

A histórica guarita de Frankfurt (casa de guarda) foi erguida em 1730. A praça onde se situa acabou por adotar também este nome. Não é bonita, nem original, mas tem um caráter próprio, em consonância com o carisma da antiga cidade alemã. Hoje em dia, existe um café colorido localizado no segundo andar desta antiga prisão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o edifício sofreu sérios danos. As obras de reconstrução em larga escala foram realizadas em 1954. O teto acabou por ser trocado, 13 anos depois, quando uma nova reconstrução ocorreu, durante a qual a praça também foi reconstruída.

Ópera Antiga

Majestosa e magnífica, a Antiga Ópera é um dos símbolos de Frankfurt. O edifício tem uma história rica e emocionante. Tendo recebido espetáculos por quase 6 décadas, a Ópera transformou-se em ruínas por uns longos 30 anos. Somente após a restauração, exatamente 101 anos depois, abriu novamente as portas para encantar os espectadores, com os seus espetáculos e a sua estética.

A Segunda Guerra Mundial varreu a Europa, destruindo cidades. E não ignorou o magnífico edifício. Pouco depois de ser concluída, a Ópera Velha encontrou-se completamente em ruínas e foi esquecida. Até o início dos anos 80 os habitantes da cidade chamavam-na de “as ruínas mais bonitas”.

Banco Central Europeu

O bairro dos bancos é o bairro mais moderno da cidade, densamente povoado com arranha-céus. É aqui que está localizada a torre mais alta de Frankfurt, a Torre Commerzbank. A sua altura é de 259 metros. A torre é considerada um edifício ecológico, pois a sua construção foi realizada levando em consideração todos os padrões e regras de proteção ambiental.

No entanto, a torre mais famosa é a Eurotower. Aqui encontra-se a sede do Banco Central Europeu, que pode ser facilmente identificada pelo símbolo azul do euro colocado na fachada.

Dicas e conselhos:

Frankfurt não é, na nossa opinião, aquele destino de sonho, com muito para ver e atrações fantásticas. No nosso caso, não passámos mais do que 3 dias na cidade. O que acabou por ser suficiente. Como se trata de um local de passagem para tantos viajantes, que acabam por fazer escala no seu aeroporto, o nosso conselho é que, caso queiram mesmo conhecer a cidade, aproveitem uma escala que aí seja feita entre viagens. Se o vosso voo passar por Frankfurt, escolham ficar a dormir uma ou duas noites na cidade, antes de apanhar o voo de ligação.

Não deixem de provar as famosas salsichas. É possível encontrar várias barraquinhas ao longo de toda a cidade, com muitas variedades de salsichas alemãs. Nós encontrámos as mais baratas dentro da estação de comboios. Como se trata de um local de passagem para muita gente, acabam por ter muita saída e por serem vendidas a preços mais acessíveis.

Os sistemas de transporte são muito acessíveis, variados e funcionam bem, mas têm um problema. Em nenhuma paragem se encontram direções em outra língua que não seja a alemã. E as pessoas, apesar de disponibilizarem para ajudar, também não falam outra língua. Para nós acabou por ser a maior dificuldade e dor de cabeça na visita a esta cidade. De tal maneira, que quando nos estávamos a deslocar de comboio para o aeroporto, falhámos a paragem (por não percebermos o nome da paragem em alemão) e acabámos por sair, quando nos apercebemos, numa cidade do interior, a vários quilómetros de distância. Por sorte íamos com tempo e no regresso não perdemos o voo.

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