Dedicámos, na nossa Road Trip Italiana, um dia por inteiro a Veneza…que nos soube a pouco. Ficámos num hotel em Verona (uma estadia mais barata que em Veneza) e seguimos de carro até esta bela cidade. A viagem demora uma hora pela A4/E70. Chegámos a Mestre, travessámos a longa Ponte Della Libertà e estacionámos o carro no Venezia Tronchetto Parking (21€ por 24h de estacionamento)

Veneza é uma cidade portuária de beleza única no norte de Itália. As múltiplas ilhas que a constituem, são separadas por um total de 150 canais, ligados por 400 pontes. É o centro da região de Veneto, que deu o nome à cidade, tendo 261.358 habitantes. Nesta cidade, a água é o elemento principal, e a maior atração, por isso, não há carros, e as ruas são substituídas por canais de água. Todos os prédios de Veneza assentam em fundações especiais, uma vez que, o fundo lamacento da lagoa veneziana é muito instável.

As suas ruas estão ligadas por pontes bastante altas, permitindo que os navios passem livremente sob elas, mesmo quando o nível da água aumenta. Ao longo dos canais e ruas estreitas, existem igrejas e palácios luxuosamente decorados. Na praça central de Veneza, a Praça de San Marco, fica a Catedral com o mesmo nome, o Palácio Ducal, a Biblioteca de San Marco, entre outro edifícios religiosos. Toda a cidade e lagoa veneziana estão incluídas na Lista de Património Mundial da UNESCO.

Quando visitar?

A Ilha é um resort à beira-mar, um centro popular de turismo internacional, um local para festivais de cinema de classe mundial e carnavais coloridos. Quando se fala de Veneza, ou se refere o deslumbre com o esplendor dos palácios, ou se fala no forte cheiro das águas dos canais e do excesso de turistas. A melhor época para visitar a cidade é indicada por muitos como sendo na primavera, do final de março a maio, ou no outono (setembro – outubro). No nosso caso, quando visitámos a cidade em Outubro, nem sentimos fortes cheiros, nem esse excesso de turistas. As ruas são estreitas e ficam facilmente cheias de gente, no entanto era possível passear sem dificuldades com uma criança.

No inverno há chuva e nevoeiros frequentes, frio, e uma alta probabilidade de inundações. O verão também não é uma época muito boa do ano para visitar a cidade. O termómetro sobe para +30º C, e a afluência da turistas é massiva.

Como deslocar-se em Veneza?

Veneza não tem carros nem autocarros. Só é possível movimentar-se a pé ou pela água. O transporte aquático é representado por grandes barcos de vaporetto, gôndolas de tragetto, gôndolas venezianas clássicas e barcos particulares de táxi.

Quando saímos do parque de estacionamento, foi possível comprar logo, e ainda nesse edifício, os bilhetes para nos deslocar-mos naquele que é o “metro” da cidade. O Vaporetto que serve de “metro”, transporta uma significativa quantidade de pessoas, tendo várias paragens na cidade.

É possível apanhar o Vaporetto numa paragem logo em frente ao parque de estacionamento, e dar a volta total à ilha, parando e voltando a entrar em todos os locais de destaque da cidade. Este barco está sempre a circular, e tem também paragens em Lido e nas ilhas de Murano, Burano e Torcello . É possível circular todo o dia, livremente, com o mesmo bilhete. O bilhete de um dia tem o valor de 23€ por pessoa e é gratuito para crianças menores de 6 anos.

San Marco

O coração de Veneza é a Praça de São Marcos (Piazza San Marco), com maravilhosos edifícios.

É o centro dos seis distritos históricos de Veneza, e “deve” o seu nome ao santo padroeiro da cidade, São Marcos. A maioria das atrações venezianas estão localizadas nesta área, incluindo a Piazza San Marco, Catedral de San Marco , Biblioteca de San Marco, Colunas de San Marco, o Palácio Ducal, Lodgettou, Campanilo, Torre do Relógio e a Ala Napoleónica. Além disso, podemos ainda aí encontrar o Palazzo Dandolo, o Teatro La Fenice, o Palazzo Grassi e 9 igrejas. A ilha de San Giorgio Maggiore também pertence à área de San Marco.

Cada um destes monumentos merece destaque, estando incluídos nas principais atrações da Itália.

San Polo

Está localizado entre San Marco e Santa Croce ao longo do Grande Canal. Esta área histórica de Veneza, desde 1097 que é conhecida como o centro de comércio da cidade. Aí é possível encontrar a Igreja de San Giacomo di Rialto, a Catedral de Santa Maria Gloriosa dos Fráros, a Igreja de San Rocco e a Escola Grande de San Rocco.

Palácio Ducal

A construção do palácio foi iniciada no século IX. O piso inferior do edifício é suportado por 36 colunas maciças e a galeria do segundo andar tem uma fila dupla de colunas, finas e altas. No terceiro andar encontra-se uma parede lisa com janelas de vários tamanhos. Neste palácio encontramos as salas onde os doges (governadores de Veneza) residiam, as salas de votações, o depósito de armas, os pátios e a prisão. Foi pelo telhado deste edifício, que o famoso prisioneiro Casanova fugiu.

Catedral de São Marcos e a Torre Sineira

A Catedral de São Marcos circunda a Praça San Marco. A história da criação deste templo está associada a uma lenda segundo a qual, em 828, as relíquias de São Marcos Evangelista foram roubadas por dois comerciantes venezianos, e secretamente trazidas da cidade de Alexandria para Veneza. É possível ver essa representação num dos mosaicos que adornam as paredes da basílica.

A Torre Sineira ou o Campanile da Praça de São Marcos está localizado em frente à Basílica de São Marcos. Este marco da cidade, cujo topo é adornado por uma escultura alada do Arcanjo Gabriel, foi construída no século IX e é considerada a estrutura mais antiga da praça.

O Grande Canal e as suas pontes

Os pontos turísticos de Veneza definitivamente incluem o Grande Canal. A melhor maneira de explorar o este canal e os magníficos palácios que adornam as suas margens, é viajar sem sair em nenhuma paragem, no vaporetto – o “metro” do rio Venetian. Durante o dia, essa viagem leva cerca de 45 minutos, à noite, cerca de 1 hora. O comprimento do Grande Canal é de 3.8 quilómetros, a sua largura é de até 70 metros, e a profundidade chega, em alguns lugares, a 5 metros.

A Ponte Rialto (Ponte di Rialto) é a mais antiga das três pontes do Grande Canal. É um dos pontos turísticos mais importantes de Veneza. É praticamente “obrigatório” tirar aí uma selfie. A Ponte dos Suspiros (Ponte dei Sospiri) encontra-se no Canal do Palácio – Rio di Palazio. Esta ponte liga o edifício do Palácio Ducal, que abrigava o tribunal, e a prisão. O nome da ponte não teve origem, como se poderia pensar, dos suspiros românticos de amantes, mas sim dos suspiros tristes dos condenados que atravessavam a ponte, do tribunal para a cadeia.

O Ca’d’Oro, ou Palazzo Santa Sofia, é um dos palácios venezianos mais elegantes nas margens do Grande Canal, na área de Cannaregio. Este palácio, construído no local de um antigo edifício bizantino, já teve o nome de Casa Dourada, uma vez que na sua decoração, foi utilizada folha de ouro. O edifício do palácio tem um estilo gótico e a sua construção começou no século XV.

Igreja de Santa Maria della Salute

A maior igreja de Veneza é a Santa Maria della Salute. Este templo foi erigido de 1631-1681 para marcar o fim da terrível epidemia de peste. Ao redor da basílica, é possível também encontrar seis capelas. Todas as oito fachadas do templo estão ricamente decoradas.

A comida veneziana

O cardápio do almoço diário veneziano inclui necessariamente massa e peixe. A carne não é uma opção típica veneziana. Dos aperitivos em Veneza, os vários frutos do mar são os mais comuns: mexilhões (cozze), camarão (gamberi), polvo (polipi), choco (seppie), etc.

Entre os principais pratos do menu veneziano estão as massas bigoli – uma versão mais espessa do esparguete. Os pratos que têm molho de anchova, são chamados de bigoli na salsa. Mas o prato mais popular da culinária veneziana, é sem dúvida, o esparguete com tinta de choco (espaguete ao nero di seppia).

Ficámos encantados com Veneza, e foi difícil deixar a cidade. Realmente a sensação com que ficámos é que havia muito mais para ver. Poder passar a noite nesta magnifica cidade será sem dúvida uma experiência fantástica. Também não tivemos tempo de visitar as ilhas mais conhecidas, de Burano e Murano. Ficará para uma outra viagem 😉

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